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Caminhão de autônomo
é tudo vencido !
É engraçada a frase
que um dos nossos leitores, o paraibano
Antonio P. dos Santos, usou para definir a “pindaíba”
em que andam os autônomos. Por isso a pegamos e
botamos
no título desta que é a seção
da revista escrita por nossos
leitores. “Vencido”, neste caso, é
fácil entender, é sinônimo
de velho – e o Antonio tem razão: nossa frota
de caminhões está
sucateada. Talvez alguns não concordem, porém,
com a bronca
dele com as transportadoras: ele acha que as empresas
querem ver
os autônomos cada vez mais arruinados. Será?
Bom, mas aqui
temos muitas outras opiniões, sobre muitos outros
assuntos.
Vários leitores discutem o problema do excesso
de peso, que
abordamos em reportagem na edição passada.
Também tem gente
falando de mulher. E dando conselho: cuidado com as mulheres
que
andam se oferecendo nas estradas – elas podem ser
iscas de malandros.
Leia o Porta- Luvas. Este espaço é seu.
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Não
olham por nós porque não votamos
Na edição 124, o
colega Lúcio P. da Silva, de Guaratinguetá
(SP), diz que os políticos só nos procuram
na época das eleições. Discordo
dele. Não somos procurados nem lembrados por
eles, porque quase sempre, no dia da eleição,
não estamos em casa para votar, estamos na
estrada. Precisamos de uma lei que nos autorize a
votar em trânsito. Só assim algum político
poderá pensar em defender a nossa classe.
Washington Freitas
Presidente Prudente (SP)
Ou ele,
ou duas horas dentro de S. Paulo
Acho fundamental a obra do Rodoanel
ligando Anchieta e Imigrantes. Nas viagens entre S.
Bernardo do Campo e S. José dos Campos, que
faço regularmente, gasto duas horas para atravessar
São Paulo até a Dutra. Fica aqui o meu
protesto contra esse pessoal do meio ambiente que
impede uma obra tão importante para o tráfego
de caminhões.
Mário R. da Silva –
S. Bernardo do Campo (SP)
Mais balanças
não vão resolver o problema
Como proprietário da empresa
Flores Transportes Rodoviários, sou de opinião
de que não deveria haver nenhuma balança
nas rodovias. O controle de peso deveria ser feito
nos postos fiscais e nas empresas que manifestam as
cargas e emitem as notas fiscais. As multas seriam
aplicadas a quem manifestou e a quem carregou o produto.
Depois de três infrações, seriam
apreendidos os blocos de notas e conhecimentos fiscais
de quem manifestou e de quem carregou. A ANTT diz
que vai instalar mais balanças, mas isso não
funciona: existem meios de burlar a fiscalização.
O excesso de peso derruba o frete.
Antonio R. Zamban
Curitiba (PR)
O guarda
pediu, mas Marcos não pagou
Indo para São Paulo, certo
dia, em novembro do ano passado, tive que enfrentar
um trânsito intenso e lento, a 20 ou 30 km/h,
numa subida, com uma carreta na minha frente, andando
mais devagar do que eu. Como era permitido ultrapassar,
dei seta e ultrapassei. Mas lá no alto fui
parado por um policial rodoviário que fica
esperando para multar os que passam pelo acostamento.
Ele disse que eu não poderia ter ultrapassado
a carreta nem pela esquerda, porque eu também
estava lento. Discordei, e então ele me disse
que, se eu lhe desse R$ 100, ele não me multaria.
Mandei ele multar e assim foi feito. Continuo achando
que eu não era obrigado a ficar atrás
da carreta.
Marcos A. Silva
Pirapitinga (MG)
Um autônomo
quer serviço de agregado
Estou começando como autônomo.
Adquiri um Scania reboque, ano 78, revisado, a toda
prova. Preciso de ajuda para agregar meu caminhão
e continuar trabalhando, porque na minha região
não consegui nada. Aguardo oportunidades. Se
alguém souber, é só ligar: (43)
3327-3171 ou (41) 3642-8018.
José R. Inácio
Jaguapitã (PR)
Os remendos
logo viram buracos também
Acho que o prefeito de São
Paulo não sabe como está o asfalto das
ruas e avenidas da cidade, principalmente das marginais
Tietê e Pinheiros. São tantos remendos,
e tão malfeitos, que em poucos minutos o asfalto
fica pior do que estava. Não sei como podemos
agüentar isto.
Criosóstomo P. Mendes
S. Paulo (SP)
Caminhoneiro
ganha mal, diz o Fabiano
Tenho 26 anos e trabalho numa
transportadora, no Rio de Janeiro. Tenho uma reclamação:
o nosso Sindicato dos Motoristas do Estado do Rio
de Janeiro demora muito para conseguir um mísero
reajuste. Nosso salário está muito baixo:
apenas R$ 548,66 por mês. Aproveito para mandar
um verso de lameirão: Paraíba é
bom na faca/ Pernambuco é bom na letra/O baiano
é na macumba/E o mineiro na caneta. E o bom
do carioca é gostar de uma cerveja!
Fabiano R. Martins
Rio Bonito (RJ)
Transportadoras
não querem a renovação
É quase impossível
o Brasil ter uma frota de caminhões com pouco
tempo de uso, como ocorre em países da Europa
e nos EUA. Não são só os políticos
que não querem a renovação da
frota, as transportadoras também não.
O que elas querem é acabar com o autônomo.
Vocês já iram alguma transportadora com
a frota velha? Eu não. Agora, caminhão
de autônomo é tudo vencido. Isto porque
o frete que recebemos delas é uma mixaria em
comparação com o que elas recebem. É
isso que precisa ser dito, porque é isso que
está acontecendo.
Antonio P. dos Santos
Campina Grande (PB)
PB Lopes
está presente em outras regiões
Gostaria de elogiar e agradecer
a reportagem sobre caminhões Scania e sua história
no Brasil (“O jacaré ainda papa fretes”),
publicada na edição 124. Aproveito para
informar que a PB Lopes é concessionária
Scania não apenas em Londrina e Maringá,
como consta do texto, mas também em Ourinhos
(Salto Grande) e Presidente Prudente, no Estado de
São Paulo, e em Campo Grande, onde atendemos
todo o Estado de Mato Grosso do Sul.
Rodrigo de Andrade Lopes
Londrina (PR)
Mário
foi motorista e hoje lava caminhões
Acho ótimo o espaço
que vocês dão para os caminhoneiros sofridos
deste País, que ainda não descobriram
o valor que têm: eles transportam tudo o que
as pessoas comem e vestem, nós dependemos deles.
Já fui caminhoneiro e sei quanto é difícil
essa vida, com o frete defasado e a falta de segurança.
Hoje tenho um lava-rápido de caminhões
e dependo em tudo dos caminhoneiros. Deixo um abraço
a eles.
Mário F. Lanzoni
Osasco (SP)
Tem que tomar cuidado com
a mulherada
Vida de caminhoneiro não
é fácil. Aqueles que andam nas rodovias
não compreendem o nosso dia-a-dia. Às
vezes precisamos fechá-los na estrada, mas
não é por vontade, é por necessidade.
Se os motoristas de carros de passeio soubessem o
que é bater caixa, dariam passagem sempre aos
caminhoneiros. Outra dureza é estar sozinho
na estrada quando o caminhão quebra. O perigo
de assalto, acidente, morte, é muito grande.
O cansaço da estrada esgota a gente, não
é como fazer um passeio de final de semana.
E a mulherada... Não vou dizer aqui que caminhoneiro
é santo, mas tem que ter os dois olhos abertos
com mulher. Infelizmente, elas são as iscas
dos malandros da estrada.
Antonio R. dos Santos
Itapecerica da Serra (SP)
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www.cargapesada.com.br |
| Sobre
otimismo, balança, pedágio...
Sou vendedor de caminhões
e ônibus na Fluminorte, e acredito que a Volkswagen
continuará crescendo cada vez mais nesse segmento.
Estou muito otimista com o nosso desempenho e gostaria
de dizer o mesmo sobre outras áreas, como o pedágio
e a pesagem de cargas. Mas a coisa está feia!
O pedágio deveria ser utilizado em benefício
das estradas. Com relação à pesagem,
constato, conversando com caminhoneiros, que a maioria
é a favor, mas o que mais se vê por aí
são caminhões operando com sobrecarga.
Clóvis Pereira
Campos (RJ)
Uma explicação
para o excesso de carga
Para mim, o setor de transporte
perdeu muito devido à péssima manutenção
das estradas, ao alto número de assaltos, aos
fretes baixos. Isso leva o transportador a cometer infrações
como excesso de carga...
Miguel dos Santos Jr.
Porto Belo (SC)
Demora
nas aduanas leva todo o lucro
Acho ótima a revista Carga
Pesada. Vocês deveriam mostrar a demora nas aduanas
nas fronteiras do Brasil com a Argentina. Sofremos muito
com essa demora, as despesas aumentam e o lucro, que
já é pequeno, diminui. Muitas vezes, empresas
se obrigam a trabalhar no vermelho para suprir as necessidades
dos clientes e para não ter de demitir os profissionais
do volante. Deixo um forte abraço aos colegas
da Transeich, de Porto Alegre.
Eduardo Teixeira
Esteio (RS)
Os “pátios”
são duros de aguentar
O setor de transportes ainda tem
muito o que melhorar, principalmente em relação
ao “pátio” de espera. A grande maioria,
uns 80%, são muitos precários ou estão
com péssima conservação.
Leonel J. Garcia
Rondonópolis (MT)
Falta segurança
para o descanso
Os órgãos públicos
deveriam dar mais atenção às áreas
de estacionamento e descanso dos motoristas, que necessitam
ser mais amplas para dar segurança a todos.
Daniel Hoffmann
Brasília (DF)
O ministro
deveria viajar pelos buracos...
As despesas com nossos caminhões
estão elevadíssimas, principalmente o
valor do combustível. As rodovias podem até
dar uma pequena melhorada com a operação
tapa-buracos do governo, mas falta muito o que fazer.
O nosso ministro dos Transportes deveria sair do arcondicionado
e viajar por nossas estradas para ver como é
que é. Outra sugestão: os caminhões
em estado de calamidade deveriam pagar mais na hora
do emplacamento.
Jefferson Fumagalli
Brusque (SC)
Ótimos
caminhões para péssimas estradas
Com tanto caminhão potente sendo lançado,
só falta agora este País construir e conservar
suas estradas. Que vergonha, Brasil!
Helberth Pereira
Belo Horizonte (MG)
Paulo
gosta de ajudar com radiocomunicação
Trabalho com radiocomunicação e
estou sempre procurando ajudar os motoristas com informações
diversas. Temos um grupo de apoio na faixa de 40 metros
e agora estamos montando um em 11 metros, aqui em Araranguá.
Espero poder ser útil a essa turma de amigos.
Paulo A. Trindade
A raranguá (SC)
Precisamos
de mai's rodovias
Ainda há muito o que fazer para que o
setor de transporte se torne mais produtivo. A melhora
das rodovias e a construção de rotas alternativas
fará com que ocorra um aprimoramento da logística.
Isso significaria redução de custos de
manutenção dos veículos, redução
das perdas, maior agilidade nas entregas e redução
do preço do frete básico sem cubagem.
E isso deveria ser feito pela iniciativa privada. Não
vejo outra solução.
Donato Conte
Belo Horizonte (MG)
Evelise
estuda e está preocupada
Trabalho na área e também faço
faculdade de Logística. O que vemos é
preocupante, pois os portos e as rodovias não
estão dando saída à grande produção.
Não há investimentos e o governo não
dá
atenção. Para os profissionais existe
um grande desafio, visto que precisamos diminuir custos
e ganhar em produtividade.
Evelise dos Passos
Joinville (SC)
Reajuste
salarial deveria ser automático
O salário teria que melhorar bastante,
pois a classe dos motoristas ganha cada vez menos. A
base é de dois salários mínimos,
mas já foi de quatro salários, mais ou
menos. Com os aumentos do salário mínimo,
os salários de quem ganha um pouco mais estão
sendo desvalorizados. Poderia ser estipulada uma referência
para cada profissão. Por exemplo: motorista,
quatro salários mínimos; frentista, dois
salários e meio; cobrador, um salário
mais 40%. Quando o salário mínimo subisse,
todos os outros se ajustariam automaticamente, sem ser
preciso data-base.
Wandy de Oliveira
Juiz de Fora (MG)
Hernany
gosta de ler o que é bom...
Ganhei um exemplar desta revista de um amigo na portaria
de uma fábrica onde estava carregando e foi amor
à primeira vista. Desde então, nunca deixei
de ler a Carga Pesada. Esta revista tem muito mais informação
que as outras.
Hernany de Castro
Sorocaba (SP)
Um
elogio muito gostoso de receber
Somos uma empresa de consultoria em meio ambiente
e o boletim eletrônico, assim como o site da Carga
Pesada, têm sido importantes como literatura de
apoio para nós, pois temos uma carteira de clientes
bastante numerosa na área de transporte de produtos
perigosos.
Edi C. Drumond
Belo Horizonte (MG)
Novo
aos 22 e “velho” aos 45. Como fazer?
Hoje no Brasil, o setor de transporte é muito
desigual. Por exemplo, um motorista de 22 anos com a
CNH de categoria E não pode ingressar no setor
de transporte porque não tem experiência.
Outro motorista, com a mesma habilitação,
mas com 45 anos, também não pode porque
já está “velho”. As coisas
têm que melhorar nesse aspecto.
Fenelon D. Gusmão
Belo Horizonte (MG)
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