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Venda de caminhões
se mantém em alta
2007 foi um ano de filas de espera
para os compradores e 2008 mostrou
logo no primeiro mês que a demanda
vai continuar aquecida
Dilene Antonucci
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O mercado continua
aquecido em 2008:
a Cocal Transportes, de
Uberlândia, comprou 280
Iveco Stralis, o maior lote
já vendido pela empresa
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Os investimentos em ampliação
e renovação de frota vão continuar em
2008. Um exemplo desta disposição vem da Coopercarga,
uma das maiores cooperativas de transporte de cargas do país.
O presidente, Dagnor Roberto Schneider, disse que este ano
vai procurar mais cargas de produtos com maior valor agregado:
“Para isso, vamos investir em torno de R$ 50 milhões
em frota e infra-estrutura”.
Metas como esta fizeram com que as vendas de
caminhões no primeiro mês de 2008 continuassem
crescendo: em janeiro foram vendidos 8.482 caminhões,
42,6% a mais que os 5.949 de janeiro de 2007.
As vendas de caminhões em 2007 totalizaram
100.788 unidades, 31,5% mais que em 2006. Os pesados cresceram
mais: 48%. Foram vendidos 29.247 caminhões desta categoria,
ante 19.666 em 2006. Os dados são da Anfavea –
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores.
CESTA BÁSICA
– Algumas montadoras aumentaram sua capacidade
produtiva para aproveitar o estouro de vendas. A Iveco fechou
em 2007 seu melhor ano no Brasil, com um aumento de vendas
de 119% em relação a 2006, segundo a Anfavea.
E os negócios continuam bem: a Iveco
acaba de vender um lote de 280 caminhões pesados Stralis,
versão 6X2, para a Cocal Transportes, de Uberlândia,
a segunda maior vendedora de cestas básicas do Brasil
e a maior empacotadora de arroz do Triângulo Mineiro.
“É o maior lote de Iveco Stralis já vendido
pela empresa”, revela Alcides Cavalcanti, diretor comercial
da Iveco. Para 2008, a Iveco projeta vender cerca de nove
mil veículos no mercado brasileiro, 40% mais que no
ano passado.
Na Volvo, as projeções são
mais conservadoras. Embora o Brasil tenha conquistado em 2007
a inédita posição de segundo maior mercado
de caminhões Volvo do mundo, com 7.900 veículos
vendidos, a montadora perdeu posições no ranking
nacional depois de ter liderado a venda de pesados em 2006.
Mesmo assim, o resultado de 2007 foi 50% superior
aos 5.100 veículos de 2006. “O mundo todo está
querendo caminhão. E se tivéssemos mais mil
caminhões para o mercado interno, teríamos vendido”,
comentou o diretor comercial, Bernardo Fedalto, ao analisar
os efeitos da falta de componentes, principalmente da caixa
de câmbio e do eixo traseiro, não apenas no Brasil,
mas em outros países onde a empresa atua.
Investimentos para sanar o problema estão
sendo feitos, mas os resultados só aparecerão
em 2009. Para 2008, os executivos da montadora paranaense
esperam que se repitam os números de 2007. |
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Aos
50 anos, Bandag marca pela inovação
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Profissionais capacitados e ferramentas para
reduzir o custo com pneus
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Com o slogan “Há 50 anos inovando
a indústria de pneus”, a Bandag está completando
meio século de desenvolvimento de sistemas avançados
de recapagem e gestão de pneus.
Fiel ao objetivo de reduzir os custos com
pneus de seus clientes, a Bandag está no Brasil há
33 anos, onde possui uma rede com 130 concessionárias,
a maior parte certificada pelas normas ISO 9001:2000.
A Bandag também oferece os programas
de gerenciamento de pneus Pro-Frota, Multifrota, Survey e
Controlban, bastante difundidos entre transportadores de todos
os portes.
Foi pioneira ao lançar o BTS (Bandag
Truck Service), uma completa rede de serviços para
caminhões e ônibus. É o único fabricante
de bandas a desenvolver e fornecer para sua rede equipamentos
exclusivos que garantem a qualidade final da reconstrução
do pneu.
Um destes equipamentos é o NDI –
Non Destructive Inspection –, que, através de
ultra-som, realiza um diagnóstico preciso da estrutura
da carcaça, antes da recapagem, localiza danos estruturais
e determina o tamanho do reparo.
Outro equipamento para análise do pneu
é a Xerográfica, que fornece 16 diferentes cortes
visuais da carcaça com imagens animadas em vídeo.
Com as imagens em movimento, o operador pode indicar instantaneamente
os reparos necessários.
A Bandag também foi pioneira ao lançar
no Brasil, em 2002, um chip eletrônico de radiofreqüência
– o E-fleet – que, inserido na borracha, permite
o monitoramento do pneu. A novidade já está
em uso em grandes frotas como a Braspress e a Brasiliense.
Atualmente, a Bandag está presente
em mais de 100 países, com cerca de 800 concessionários
franqueados que recapam 15 milhões de pneus por ano. |
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P.B. Lopes treina 194 motoristas
da Usina Cocal
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Os motoristas da Cocal: o treinamento
envolveu aulas teóricas e práticas
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Durou um mês o treinamento Master Driver
que a P.B. Lopes realizou na Usina Cocal, em Paraguaçu
Paulista e Narandiba, interior de São Paulo. A P.B.
Lopes é a concessionária Scania para Londrina,
Maringá, Campo Grande, Dourados, Ourinhos e Presidente
Prudente.
No total, foram formados oito monitores e
treinados 194 motoristas. Estes receberam informações
para condução eficaz dos veículos, evitando
quebras na operação sempre severa das lavouras
de cana-de-açúcar, além de buscar na
direção econômica a redução
do consumo de combustível.
Com a formação dos monitores,
a Cocal agora dispõe de profissionais capacitados a
continuar o trabalho de orientação dos motoristas
e dar treinamento a novos contratados.
Os Master Drivers encarregados do treinamento
da Cocal foram Claudemir Ravali, Luiz Fernando Mazarão,
Nelson Pereira Lima e Rafael Martins Ruiz. |
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Cummins projeta produzir
mais 20%
Dos caminhões produzidos em 2007 no
Brasil, 34% saíram de fábrica com motores Cummins,
percentual que dá a liderança para a marca.
Quando se fala em semipesados, esta participação
cresce para 55%, ou seja, de cada dois veículos vendidos,
um tinha motor Cummins.
No ano passado, foram produzidos 77 mil motores
na fábrica de Guarulhos, 10% mais que em 2006. Para
este ano, a Cummins projeta uma produção de
90 mil motores – quase 20% a mais que em 2007.
Embora tenha anunciado que até o final
deste ano colocará no mercado motores aptos a rodar
com o B20, ou seja, com 20% de mistura de biodiesel, a Cummins
está cautelosa quanto ao crescimento do uso desta alternativa.
“O biodiesel é exigente na questão da
logística de armazenagem e distribuição,
pois é um produto que se deteriora rápido”,
avisa Luis Pasquotto, diretor de mercado.
O crescimento de 34% na venda de motores remanufaturados
para pronta entrega estimulou investimentos da Cummins nesta
opção. Custando cerca de 40% menos que um motor
novo e 5% menos que um motor retificado, o remanufaturado
é uma saída para melhorar a potência de
caminhões usados na falta de novos. |
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Volkswagen compra a Scania
A Volkswagen assumirá o controle majoritário
da Scania num acordo de US$ 4,4 bilhões que deixa a
companhia alemã mais próxima de criar uma líder
européia no segmento.
A compra da participação foi
anunciada dia 3 de março, e encerra um impasse sobre
o futuro da Scania que durava desde o início do ano
passado, quando a montadora sueca rejeitou uma oferta da rival
alemã MAN, na qual a Volkswagen, maior montadora de
automóveis da Europa, detém 30%.
A Volkswagen aumentará sua participação
votante na Scania para 69%, ante fatia anterior de 38%. O
acordo é sujeito a aprovação de órgãos
econômicos reguladores de mercado, mas ninguém
acredita que isto represente um entrave para a operação.
A Volkswagen informou que pode desenvolver
a Scania como uma marca premium e incentivar a continuidade
da administração da companhia.
Nenhuma das duas montadoras no Brasil se pronunciou
sobre o acordo até o fechamento desta edição.
PORSCHE - No
mesmo dia em que a Volkswagen anunciava a aquisição
da Scania, a companhia era por sua vez adquirida pela Porsche,
cujo conselho diretor autorizou a compra de mais um lote de
suas ações, fazendo saltar de 31% para mais
de 50% sua participação no capital votante.
Considerando as marcas Volkswagen, Porsche, Audi e Lamborghini,
em automóveis, mais Scania, MAN e a própria
Volkswagen, em caminhões, essa movimentação
pode deixar a Porsche como controladora de um grupo avaliado
em US$ 230 bilhões. |
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Sumário
da Edição |
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