Edição 147


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A BUSCA DA EXcELENCIA E DA SUSTENDATABILIDADE SE FAZ PRESENTE E NECESSARIOS EM TODAS AS EMPRESAS E TODOS OS SEGMENTOS,SOMENTE SOBREVIVERAM AQUELAS QUE TRABALHAM
CUSTO BENECIOS.PARABENS HIPERION LOGISTICA


EDSON MERIGHI
edson.merighi@superig.com.br





Hiperion controla pneus com chip da Goodyear
 
O monitoramento eletrônico dá todas as informações sobre o pneu sem ninguém precisar digitar uma letra ou um número sequer
Ralfo Furtado
 


A Hiperion Logística, de Americana (SP), acaba de fechar contrato de terceirização do gerenciamento de pneus com a Goodyear e a DPaschoal, e irá dotar cerca de 500 dos três mil pneus utilizados por sua frota com a última novidade da Goodyear: o Tire IQ, um chip de monitoramento eletrônico capaz de armazenar e transmitir informações com alta precisão sobre o status do pneu.

O Tire IQ permite o acompanhamento de dados como quilometragem, posição e profundidade do sulco e pressão dos pneus, entre outras informações, atualizadas em tempo real, que são transmitidos para o software de controle de pneus Rodar System.
Além de dois chips com tecnologia RFID (Radio-Frequency Identification), ou identificação por radiofrequência, instalados no interior do pneu e dentro do veículo, o Tire IQ é composto de duas ferramentas: uma espécie de braço biônico que lê as informações acumuladas nos “chips” dos pneus e o medidor de profundidade do sulco, tudo eletrônico e transmitido sem fio para o programa de controle instalado no computador da empresa.

Antonio Arildo Kwiatkoski, gerente da Hiperion, gostou da rapidez e da precisão do sistema. “Não há erro de digitação. Não é preciso medir os sulcos, verificar a pressão dos pneus, anotar, levar até o computador e digitar as informações. A leitura é exata em decimais, evita-se erros do borracheiro”, diz.

Para Edson Gonçalves, diretor, logo a marca de fogo (a gravação que cada transportadora faz em seus pneus) não será mais necessária. “O patch é a forma mais correta de saber onde está o seu estoque e mostra com exatidão o que acontece. Os nossos pneus novos estão chipados e temos uma parceria com o implementador Facchini, que já entrega as novas carretas com chips nos pneus”, revela Gonçalves.

O custo dessas facilidades, segundo Elivelton Rossetti, assessor de vendas e serviços da Goodyear, é de R$ 9,50 por “manchão” com chip eletrônico, mais R$ 35 por sensor da cabina e da carreta, cerca de R$ 3 mil pelo leitor tipo “braço biônico” e mais uns R$ 1.400 pelo medidor eletrônico de sulcos. O Tire IQ está no mercado há dois anos e tem um ano de utilização pela Hiperion.

Uma vez colado, o chip não solta mais, nem estraga, nem derrete com recapagem, assegura Elivelton. Ele revela que a Goodyear vai lançar pneus que já vêm com o chip vulcanizado, mas todo o sistema foi desenvolvido por uma empresa independente e pode ser utilizado em pneus de qualquer marca. “O cliente vai verificar que os pneus Goodyear valem mais a pena. A Goodyear faz o pneu que tem o melhor custo-benefício. A aferição do chip prova que um Goodyear que custa, por exemplo, R$ 1.400, vale mais a pena que um importado de R$ 800”, completa.

“As empresas que falam que têm o custo do pneu por quilômetro não sabem do que estão falando sem o Tire IQ”, garante o gerente Kwiatkoski. “Pneu de tração, cuja previsão é rodar 80 mil km, nós tiramos com 200 mil e com margem de borracha ainda acima do limite. Pneus direcionais, com previsão para 100 mil, nós acabamos de tirar com 154 mil km”, conta.

A Hiperion, com sede em Americana e filiais em Santos e São Paulo, tem uma frota de 253 equipamentos, com expressiva presença de cavalos mecânicos Volkswagen (42) e Scania (32), além de uma frota de agregados que oscila entre 30 e 40. “A situação atualmente está bem até demais. Esperava-se uma melhora gradativa, mas houve um salto. Está sendo uma dificuldade colocar todos os equipamentos que estavam em stand by para rodar, contratar novos motoristas, para atender a demanda”, diz Kwiatkoski.
A estratégia da empresa, para 2010, é diversificar. “Além de carga seca, vamos transportar químicos e outras coisas. Com a cotação do dólar do jeito que está, o exportador está com dificuldade, mas o importador também enfrenta dificuldade com linhas de crédito. Então, a solução é lutar pelo mercado doméstico, ou seja, não colocar todos os ovos na mesma cesta”, ensina Edson Gonçalves.

Bandag e Guberman também oferecem opções

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