Edição 147


Comentários

Parabéns pelo seu trabalho mas, ainda quem ganha com isso são as transportadoras pois penso que quem faz calculo de fretes e suas distâncias deve andar a pé pois nenhum caminhão roda só com o combustivel e quando se paga um frete a terceiros visa apenas o km rodado e o litro de combustivel a gastar. MOTORISTA< não come, não compra pneu,não troca óleo de motor, não arruma freio ou melhor seu caminhão só anda não tem despesas nenhuma somente tem que transportar as mercadorias e com isso; QUE EXPLODA O MOTORISTA E SEU CAMINHÃO.


Décio Dias de Oliveira
sgtpmdecio@gmail.com


Carga Pesada responde



Tudo nesse pais é questão politica, e na verdade os orgaos publicos não estão nem ai para essa classe dos transportes q é tão desvalorizada e esquecida. Falta união... se a classe se unir, td isso muda.


carlos Alberto dos santos silva
carlos22joy@gmail.com






tenho truk alongado 14 metros eu mesmo fiz para tentar agregar um frete melhor,ficou muito bom só falta o serviço ele é carga seca capacidade 14 toneladas ou 90 metros cúbico de carga otimo para grandes volumes de carga.faz 12 anos que estou no ramo, já perdi mais de 150.000,00 em dinheiro, sou policial militar e faço bicos de segurança particular, gastei quase tudo tentando ganhar no transporte e só me afundei,por isso peço ajuda porque voce imagina oque eu estou sofrendo só não perdi a fé e a esperança grato vanderlei.


vanderlei tominato
vanderlei_tominato@hotmail.com






É verdade o que fala a Bethânia da Ultrapress," O preço dos fretes são verdadeiras doações" e complemento a culpa é nossa transportadores autônomo e empresas de trasnporte de pequeno porte,pois aceitamos as regras do jogo como querem as grandes trasnportadoras e agenciadores de cargas, deveriamos fazer VERDADEIRAMENTE um greve geral só de 02 dias e o "Brasil"nos daria o verdadeiro valor e confirmaria o que todos já sabem "sem caminhoneiro o Brasil para",vamos mudar as regras do jogo se não vamos falir.


Juliano Magalhães
jjsmagalhaes@hotmail.com






Turminha do transporte, dê uma olhada nas revendas de caminhões usados.
Tem mais caminhão para vender doquê batatinha na feira.
Se o negócio tá bom, ninguém iria por caminhão pra vender.
Mais te garanto, a coisa tá para mudar.


carlos santamaria
santamaria.carloseduardo@yahoo.com.br






Ser motorista de caminhão autonomo é uma das formas de empreendedorismo mais rapido e pratico pelo seu baixo nivel de exigencia cultural, portanto, entra muita gente despreparada, só vai mudar no dia em que ser transportador é atividade para quem sabe administrar patrimonio e fazer contas. OBSERVO muita gente só com o primario transportando, sem saber se devender ou argumentar de embarcadores bem treinados e orientados a tirar o maximo dessa desorganização que é o transporte rodoviario.


Jorge Luiz Olegario
jlolegario@gmail.com






concordo com vc,mas acontece que o bolso de cada um doi diferente.então entramos em verdadeiros leilões de frete ondo ganha quem oferta menos.


marcus vinicius
mva.1977@hotmail.com






Parabéns pela matéria públicada. Este assunto precisa ser discutido por toda classe do segmento. A matéria retrata a realidade das empresas de cargas fracionadas que precisam manter uma estrutura com custos fixos elevados e ainda atender as necessidades dos clientes, que a cada dia tornam-se mais exigentes. Contudo os valores cobrados pelo serviço prestado, ou continuam estáticos ou tentem a decrescer por força da concorrência desleal entre as empresas.
ODIMAR DE ALMEIDA - GERENTE GERAL.


Odimar de Almeida
oalmeida@sdexpress.com.br






Realmente é necessário que as pessoas parem para planejar antes de fazer qualquer negócio e muita gente só observa os pontos positivos.O transporte tem problemas em todas as etapas e quanto mais fraco maior é a carga.Isto pq só falar q falta união e ñ praticar ñ resolve.Temos capacidade para eleger um Presidente da republica.


Lílian Randi Amatuzi
lilianamatuzi@sestsenat.org.br






È verdade o que diz a Bethania - devemos nos unir tornarmos uma classe poderosa assim como é nos EUA - por isso aliem-se a Palax. entre no site www.palax.com.br - vamos formar uma categoria que tenha representatividade forte no mercado.

abs..........Paulo Roberto


Palax - Representações & Eventos Ltda
palax@palax.com.br






No meu ponto de vista não é bem assim, acredito que, as distancias sao constantes, as cargas, os volumes, o numero de aparelhos de transportes. Quem sao variáveis, sao as pessoas mantendo-as, de certo nao vai aumentar as despesas, mas os fretes sao variáveis aumentam sempre as ofertas. Logo, alem da negociaçao hao os calculos que devem ser bem feito, sem esquecer a taxa de seguro total.


alberto monteiro
metalografia2000@yahoo.com.br






Parabéns !!!
Bethânia, poucas pessoas tem coragem p correr estes riscos, de funcionária tornar-se Empreendedora, e passar a empregar 70 pessoas.
O frete é realmente uma vergonha !!!


Alexandre
alexandretreslo@hotmail.com





“O frete parece uma doação”
 
Empresária mineira não se conforma com as práticas da concorrência no TRC: “Vivemos fazendo caridade”
Luciano Alves Pereira
 
“Sofremos pressão de um mercado que nos conhece bem e explora nossas fraquezas”, diz Bethânia Horta, diretora da Ultrapress, de Belo Horizonte. Ela é uma rara empresária do TRC e toca o seu negócio há 11 anos, dedicando-se a carga fracionada para São Paulo, Campinas e Sorocaba. É uma inconformada com as práticas da concorrência predominante no meio, e as define com frases de efeito. Por exemplo, ela cunhou a “filantropia voluntária do comércio”, para sintetizar o seu jeito crítico de ver o jogo bruto no campo da captação de fretes FOB, chamado comercial das transportadoras de carga fracionada.

Nascida em Santa Maria do Suassuí, no nordeste de Minas, Bethânia iniciou-se no ramo na Braspress. Ficou de 1993 a 1998, quando, ao ser dispensada do emprego, abriu a Ultrapress junto com o marido, Sérgio Roberto Caldeira, e com César Augusto Faria Simões, que era seu gerente na Braspress.

Penou bastante no começo e admite ter “errado muito porque tínhamos pouco dinheiro e o sócio César achava que deveríamos nascer grandes para concorrer com as gigantes”. Mesmo assim, a Ultrapress mantém o figurino de sempre, com transferências terceirizadas e a coleta e entrega por frota própria (quase toda) nas pontas. Conta com cerca de 30 veículos, entre próprios e agregados, e tem 70 empregados “com carteira assinada”, faz questão de frisar.

Bethânia desabafa: “No Brasil tudo passa pelos baús e carrocerias de nossos veículos. Portanto, o TRC era para ser mais beneficiado, era para ser mais rentável”. A realidade é outra: “Hoje, nós devemos impostos, sabe? Não conseguimos manter a ‘vida’ em dia porque os preços que praticamos estão aquém do necessário”. Para ela, “o TRC é refém do mercado e a reversão dessa coisa depende da óbvia união da classe”, intento do qual ela já desanimou: “Participar de sindicatos é perda de tempo”.

A diretora da Ultrapress dá uma balançada: “Transportar hoje é semear grãos em pedras, adubar com esperança e regar com o próprio sangue”. Mas recupera o chão: “É tempo de trabalharmos em equipe e sermos uma comunidade de golfinhos, que se protege contra os predadores e se une para buscar alimento”.

Vale a pena repetir o enunciado-síntese feito por Bethânia, quando diz que o TRC faz “filantropia voluntária”. “Os preços do frete são verdadeiras doações”, explica. Seu forte é a ironia. Mas também é amar o transporte e trabalhar por ele.

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