Edição 147


Comentários

tudo aquilo que é fora do normal embora assinado pelo engenheiro, significa perigo, então sgiro que sejam 6x4, mais estavel e seguro,ou como por exemplo 8x4 que agora estão lançando, muito mais seguro, então optem pelo melhor, e seguro, já trabalhei em um transportadora que tinha o tipo de cavalo curto, que pulava muito, mesmo com suspensão a ar.


perdrinho rodrigues moraes
palhinhasb@hotmail.com






Seria possivel um bitrem vanderleia onde cada carreta tivesse dois eixos sendo um direcional, tres eixos sendo um direcional e quatro eixos sendo um direcional ou a legislacao nao preve ou proibe estas configuracoes?
Percebo na materia que ha uma preocupacao por conta do arrasto das rodas. Por que nao aumentam a quantidade de eixos direcionais?
Na Europa ha, por exemplo, bitrem e tritrem de transporte de containers onde as carretas tem 3 a 5 eixos e boa parte dos eixos sao direcionais e so usam 2 pneus por eixo reduzindo bastante o arrasto e ate facilitando manobras em locais mais apertados tendo em vista algumas combinacoes terem 30m, mas graças aos eixos direcionais consegue menor raio de curvatura.


Raimundo
rr@rr.com






Trabalho com estes equipamentos iniciamos com algumas carretas que tinha sério problema de quebra no eixo direcional… Algo que já foi corrigido nas novas!

Hoje o desenpenho e excelente, acabou meus problemas de balança….


Hornet
edvarsc@uol.com.br





A Sadia “descobre” a Vanderleia
 
Vista como defeituosa de nascença, a carreta de três eixos distanciados tem suas virtudes descobertas e ainda ganha aprovação oficial da Sadia e da Volvo
Luciano Alves Pereira
 


A carreta Vanderleia está fazendo 30 anos. A centelha ‘relampeou’ em 1978, quando, no governo Geisel, foi baixado o Decreto 82.925, que permitia elevar o PBTC a 45 toneladas, sem alterar os limites por eixo. Uma estupidez, dizia-se na época. A configuração articulada mais comum então rodava sobre cinco eixos e tinha o teto legal de 40,5 t de PBTC. O remédio procurado foi o cavalo mecânico mal-identificado por LS (6x2), capaz de totalizar 47,5 t pela soma aritmética dos por-eixo, aproveitando melhor as 45 t legais.

Mas o ideal, visto por outros, seria não ter de trucar o cavalo. Só adequar o implemento, cuja única opção era distanciar os eixos da carreta. Assim surgiu a Vanderleia.

A Randon se aventurou nessa trilha com um projeto de 12,37 m de comprimento, três eixos a 2,40 m entre si, sendo o primeiro direcional e de suspensão a ar. Tinha 8.450 kg de tara. Isto foi no segundo semestre de 1982, conforme teste realizado pelo Jornal Veículo.

Depois a carreta Vanderleia ficou esquecida. Seus pontos fracos eram desalinhamento do eixo direcional, quebra do chassi na zona do dito cujo, desgaste exagerado de pneus e precária manobrabilidade. E hoje, o que mudou?

Segundo inúmeras fontes, os problemas são os mesmos. Mas seu ganho de produtividade, hoje, compensa. Até a Sadia adotou o polêmico implemento.

Para isso contou com o apoio da Volvo. A montadora de Curitiba interveio na linha de montagem para soltar um FH com entre-eixos mais curto, igual a apenas 3 metros. Mesmo na configuração 6x2.

Com a modificação, tornou possível o carregamento de mais dois pallets PBR, totalizando 30, numa Vanderleia frigorífica de 15,5 m de comprimento, o que pode representar cinco toneladas a mais, sem estouro do teto de 53 t de PBTC.

Camilo Martucheli, chefe de transporte da Nova Rota Transportes e Armazenagem, de Betim (MG), disse que a sua empresa já foi “provocada” pela Sadia a adquirir o equipamento.

Para ele, a CVC com eixos distanciados deverá levar a carga de forma mais bem distribuída. Mas ainda não tem pleno conhecimento do equipamento. “Sabemos que será mais caro (do que o conjunto clássico de seis eixos), terá maiores tara, consumo de combustível, de pneus e custo de manutenção.”

Pelo ângulo da Volvo, constata-se não se tratar de simples cortes de longarinas e eixo cardã. Cavalo mecânico extracurto vira um perigo saltitante e instável. Por isso, o fabricante adotou molas parabólicas ‘S’ no eixo de tração, combinadas com terceiro eixo de suspensão pneumática, além de barra estabilizadora e amortecedores nos dois eixos. Rogério Kowalski, gerente de grandes frotas da Volvo, estima fornecer 81 unidades para trabalhar para a Sadia.

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