International com coração brasileiro

O caminhão montado no Rio Grande do Sul já tem mais de 60% de itens produzidos no Brasil

 

A alta do dólar obrigou as montadoras a fazerem caminhões com o máximo de componentes fabricados no Brasil. Só assim para reduzir seus custos de produção e também para obter facilidades nas vendas, pois veículos com pelo menos 60% de itens produzidos no país podem ser financiados pelo Finame, do BNDES. É desse contexto que se originou a nacionalização do médio 4700 16E200, da International, que está instalada no Brasil desde setembro de 1998.

O principal item desse processo é o motor, que é produzido em Canoas (RS), pela Maxion International Motores. Mas outros itens agora brasileiros são a cabina produzida pela Usiparts (MG), a transmissão da Eaton do Brasil, os eixos dianteiro e traseiro fabricados pela Meritor, em São Paulo, e o chassi fornecido pela Dana, também de São Paulo. O preço sugerido para a versão nacional do 4700 é de R$ 72.000,00, agora com a possibilidade do Finame.

O motor é o T444E eletrônico em V, de oito cilindros, potência de 197 cavalos, torque de 706 Nm a 1.700 rpm e mais de 1,5 milhão de unidades vendidas na América do Norte. O sistema eletrônico de injeção HEUI (Hydraulic Eletronic Unit Injector) garante a dosagem exata de combustível no momento ideal. Com isso, o motor funciona em qualquer circunstância, tanto com a temperatura a 29° negativos ou a 50° positivos. Com autodiagnóstico de falhas, o motor transmite para o painel informações sobre defeitos - ou simplesmente desliga para evitar um dano maior, se for o caso.

A International conta com concessionários em Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó, Joinville, Cascavel, São Paulo, Campinas, Betim, Goiânia, Cuiabá, Maceió, Fortaleza e Belém.

 


Ravanello consolida frota

A Transportadora Ravanello, de União da Vitória (PR), acaba de adquirir cinco caminhões Scania 114 com motores de 330 cavalos, equipados com baús lonados da Randon. A empresa tem agora uma frota de 30 caminhões atuando no transporte de combustíveis, carga frigorífica e carga geral no eixo São Paulo-Buenos Aires.

 

A Ravanello é um exemplo de empresa que leva na ponta do lápis todos os seus custos e uma equipe coordenada pelo gerente Rodrigo Clausen dedica bastante tempo a estudar como reduzi-los. Daí a escolha do caminhão com motor de 11 litros com 330 cavalos e cabine avançada: "Esse conjunto fornece a performance e potência que precisamos para o transporte de cargas de volume com baixo peso", informa Rodrigo.

Também como resultado de seu controle de custos, a Ravanello pediu uma adaptação especial nos caminhões: o diferencial mais longo, que permite operar numa faixa de rotação menor, baixando o consumo de combustível: "Estes caminhões vão trafegar em regiões planas, tanto na Argentina quanto em boa parte do Rio Grande do Sul, o que permitiu a adaptação", informou Clausen.

 
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