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O filhote dos pesados O P94 com 220 cv é o lançamento da Scania para concorrer num mercado em que a fábrica ainda não havia entrado |
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Scania é sinônimo de caminhões pesados, certo? Certo, só que agora não é só isso. A marca acaba de lançar o semipesado P94, de 220 cavalos, uma faixa de motorização na qual ainda não atuava. O caminhão tem caixa de câmbio de oito velocidades e chega para disputar mercado com modelos consagrados, como o campeão de vendas 1620, da Mercedes-Benz, e o Volkswagen 17.210. O novo Scania P94 DB 4x2 NZ 220 deverá custar cerca de R$ 95.000,00, pouco mais que seus concorrentes. Mesmo assim compensa, argumenta o fabricante, porque ele é mais econômico no consumo de combustível, tem maior torque, tem uma robusta caixa de câmbio, um motor muito durável e a capacidade do eixo dianteiro é de 6.500 quilos, contra os 5.000 do líder MB 1620. Sua capacidade máxima de tração é de 30 toneladas. O semipesado da Scania vem com cabine cara-chata simples, sem leito. Seu foco é o trabalho de distribuição urbana e intermunicipal de mercadorias, no qual o caminhoneiro em geral não precisa dormir a bordo. Pode, no entanto, receber o terceiro eixo, que amplia em 7.000 quilos sua capacidade de carga. "A especialização no transporte exige caminhões desenvolvidos para cada tipo de operação. A versão de 220 cavalos vai atender transportadores que procuram um veículo robusto, com grande capacidade de carga, mas adequado às necessidades da operação de distribuição nas cidades e com bom desempenho nas rodovias", afirma Silvio Munhoz, diretor de vendas de caminhões da Scania. MERCADO - O lançamento confirma uma tendência que já era vista nos números de 2000: o crescimento dos leves, líderes em número de caminhões vendidos, e dos semipesados, vice-líderes com 22% de participação em 2000 e 20,7% até abril de 2001. Os pesados, onde a Scania lidera, ficaram em terceiro, com um detalhe importante que é o crescimento dos bitrens, os cavalos-mecânicos que puxam duas carretas em vez de uma, para reduzir os custos da tonelada transportada e que já respondem por metade das vendas no segmento. O grupo Scania é controlado desde o ano passado pelo grupo Volkswagen, com 34% dos votos. A Volvo tem 30% das ações, mas está impedida pelas autoridades européias de participar das decisões e tem prazo para vender sua participação. Atualmente, na direção da Scania, dois dos três assentos pertencem à Volkswagen. |
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