O corpo humano tem alguma chance de resistir a uma colisão que aconteça com um veículo a 30 km/h. A 40 km/h, a chance é de apenas 30%. Acima de 80 km/h, é nenhuma. Isso se o veículo atropelador for um automóvel. Se for um caminhão, a gravidade aumenta na mesma proporção que o tamanho do veículo. Oitenta por cento dos atropelamentos ocorrem fora dos cruzamentos, ou seja, onde a velocidade é maior. Daí a proliferação das lombadas, um mal necessário para obrigar o motorista a reduzir a velocidade. São outros dados apresentados no Fórum Volvo. BRASÍLIA - Mas nem todas as notícias nesse âmbito são más. Em Brasília, uma campanha conseguiu um resultado incrível: os motoristas respeitam a faixa de segurança e param para os pedestres atravessarem mesmo que não exista sinaleiro. Segundo o coronel Renato Azevedo, do Detran de Brasília, a saída é educação para quem está na escola. Para quem não está na escola, a única saída é o talão de multas, tática adotada pela polícia de Brasília. A campanha teve início em 97 e em quatro anos permitiu retirar os guardas das faixas, porque não há mais necessidade. No mesmo ano em que Brasília iniciava sua campanha, morreram 481 pessoas na Via Dutra, das quais 272 foram vítimas de atropelamento (56%). O tráfego da mais movimentada rodovia do Brasil hoje está dentro de cidades como Guarulhos, São José dos Campos, Taubaté, Resende, Barra Mansa e toda a Baixada Fluminense. "Desde 97 construímos 26 passarelas e reduzimos em 44% o número de atropelamentos", explicou o gerente de planejamento operacional da Nova Dutra, Marcelo Rezk. Mas é bom não esquecer que, mesmo com estas medidas, 300 pessoas são atropeladas por ano na Via Dutra, ou seja, quase uma vítima por dia. Em 35% dos casos, estas vítimas não estão atravessando, mas caminhando ao longo da pista ou cruzando pontes estreitas junto com os veículos. |
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