Transportadores de grãos reclamam do frete
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“O frete graneleiro no Mato Grosso está em alta, mas o transportador ainda não saiu do vermelho.” A declaração é de Cláudio Adamucho, presidente do G10, grupo de transportadoras de grãos sediado em Maringá (PR). “O frete está subindo. É uma verdade incontestável. Mas subindo a partir de qual base?”, questiona ele. Segundo Adamucho, existe uma “defasagem histórica” nas tarifas do transporte.
Ele também alega que, no escoamento da safra, o caminhão roda muito vazio. “É preciso considerar a disparidade entre a quantidade de mercadoria que entra e a que sai do Mato Grosso.” Segundo o presidente do G10, os transportadores tiram 20 milhões de toneladas de grãos do Estado, mas têm apenas um milhão de toneladas de mercadorias para levar até lá. “Não existe sinergia ou logística no planeta capaz de fazer um virar 20”, compara.
Miguel Mendes, diretor-executivo da Associação dos Transportadores de Grãos (ATC) de Rondonópolis, diz que o frete graneleiro é “razoavelmente bom” somente nesta época do ano. “Da segunda quinzena de janeiro até março, que é pico da nossa safra, o frete está bom, mas depois, a queda é abrupta e o transportador fica sujeito a pegar carga por qualquer preço.”
Ele ressalta que a dificuldade para o escoamento da safra do MT não se resume ao valor do frete. “Ainda temos o velho problema com os terminais da ALL. Ontem (26), havia fila de 20 quilômetros no terminal de Alto Araguaia. Os caminhoneiros ficam na rodovia sendo autuados porque não há acostamento. E as condições do pátio continuam muito ruins”, afirma. LEIA matéria da Carga Pesada publicada no início do ano passado.
Mendes conta que outra grande dificuldade é o não-cumprimento da lei da estadia pelos embarcadores. A lei prevê que o transportador deve receber R$ 1 por tonelada/hora a partir da quinta hora de fila para desembarque. Mas a realidade é bem diferente. “Acabamos de comunicar oficialmente os embarcadores que não vamos aceitar mais esta situação”, afirma o diretor. Para ser "razoável" com os donos da carga, a ATC comunicou que vai cobrar R$ 0,60 por tonelada a partir da 5ª hora somente se a espera ultrapassar 10 horas.
| Comentários
É issso ai sr. Miguel Mendes, tem que fazer os embarcadores compreender que o caminhoneiro tem custos e sofrimento na espera do desembarque.
carlos santamaria Não existe nenhuma preocupação por parte da ALL em melhorar esse cenário até porque se todos os caminhões descarregassem rapidamente não teríamos vagões para escoar toda a demanda.
O que a ALL tem que fazer é melhorar as condições e espaço de armazenagem. Wilson É valido lembrar que a concentração de embarcadores é um dos fatores que estão ligados ao não cumprimento do estabelecido na Lei 11.442/07.
A falta de infra-estrutura é outro ponto notório o desbalanceamento entre o volume a ser transportado no periodo de colheita é extremamente elevado quando comparado ao período da entressafra isso leva ao efeito chicote nas tarifas. Qual a origem desta questão? Não seria a falta de estruturas de armazenagem? Tarcisio Marcelo Menezes nós pror trabalharmos com MUDANÇA que é um trasporte especial que preciza além do caminhão equipado preciza de muita gente e alem disto precizamos de pessoal especializado em enbalagens e montagens e desmontagens de moveis e o frete hoje não esta valendo a pena pois com o ICMS sobe o valor frete, taxa do governo e os pedagios mais este cobustivel caro acho que o brasil deveria parar os caminhomeiros não aguentam mais pagerem para trabalhar e se afundarem em dividas na compra até de caminhões velhos pois se comprar caminhões e ficar devendo ao banco perde o caminhõa sem mais grato Fernando
Fernando É necessário uma maior união da classe e todos juntos cobrar o que lhes é de direito, fretes dignos, estadia pelo tempo parado, uma infraestrutura humana nos terminais e estradas em condições se suportar o tráfego que aumenta a cada dia.
Uma vez que a matriz de transporte no Brasil é basicamente através do modal rodoviário, o governo através de seus órgãos, deveria dar maior atenção pois as transportadoras se vêem obrigados a rodar com seus caminhões com fretes ditados pela sazionalidade e não por índices econômicos e reajustes periódicos coerentes com os custos de operação, desta forma não teremos mais uma defasagem gigantesta como as de hoje em dia. Eduardo Baschera Entra ano, sai ano, é sempre a mesma situação para os transportadores,autônomos ou empresas. E de quem é a culpa? Dos pròprios transpoortadores, que também não mudam,não fazem nada, não se organizam e não fazem valer seus direitos.Nesta época de pico da safra, estão com a faca e o queijo na mão, pois podem afetar a baalança comercial do país em pouquíssimo tempo.Mas não usam seu poder fogo,que não é pouco, são desunidos.Não receberam estadia? Parem seus caminhões e não escoem o tal recorde de produção de grãos!Os locais de descarga não tem espaço para o volume de caminhões necessários? Não tomem multas em acostamentos,
atrasem as entregas, aguardem em postos longe do destino, sei lá, sempre há um jeito de pressionar com inteligência. Só como exemplo, criadores de gado se uniaram e só vendem boi para frigoríficos com pagamento a vista, cansaraam de tomar calote. E funcionou! Alessandro Lopes |


