Programa Move Brasil ameniza queda, segundo a Fenabrave, mas setor ainda opera em ritmo lento
Nelson Bortolin
Apesar do programa Move Brasil, lançado no início do ano, o mercado de caminhões segue em marcha lenta em 2026. Em abril, foram comercializadas 8.661 unidades, o que representa leve retração de 1,2% em relação a março, quando foram vendidas 8.766 unidades. Na comparação com abril de 2025, a queda foi mais acentuada, de 3,24%.
No acumulado do quadrimestre (janeiro a abril), o desempenho é ainda mais negativo. O mercado somou 30.411 unidades, volume 15,28% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, evidenciando um cenário de retração no ano.
Os números foram divulgados pela Fenabrave nesta terça-feira (5). “O mercado de caminhões continua operando em um ambiente de maior seletividade. O transportador avalia com cuidado o custo financeiro, o preço do diesel, a demanda por frete e a previsibilidade da economia antes de renovar a frota. Mas vimos que o Programa Move Brasil foi fundamental para a redução da queda em abril, considerando que o maior volume comercializado teve maior pico inicial em março e os reflexos dos volumes comercializados em abril ainda serão contabilizados”, afirma o presidente da entidade, Arcelio Junior.
Participação de mercado
A liderança do mercado de caminhões no acumulado do ano permanece concentrada. A Mercedes-Benz aparece na primeira posição, com 27,57% de participação, seguida de perto pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 26,74%. Juntas, as duas marcas somam mais de 50% das vendas no período.
Na sequência, aparecem Volvo, com 18,42%, e Scania, com 10,15%. Completam o ranking a Iveco (8,39%), a DAF (6,78%), além da Foton (1,29%) e outras marcas, que somam cerca de 1%.

Modelos mais vendidos
Entre os modelos, a liderança no acumulado do ano é do Volkswagen Delivery 11.180, com 1.819 unidades emplacadas. Na segunda posição aparece o Volvo FH 540, com 1.597 unidades, seguido pelo Volvo VM 290, que soma 1.114 emplacamentos.




